“Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.”

- Tati Bernardi.

 

“Li em algum lugar que há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz.”

- Martha Medeiros.

 
Ela tem uma bunda maravilhosa. Mas, sério. Eu gosto quando ela adormece no sofá e depois faz manha para ir deitar na cama. Aí eu a pego no colo, tiro cada peça de roupa, exceto a calcinha e as meias. Ela sente frio nos pés, até no verão. Não sei, eu me sinto poderoso e acolhedor. Então ela pede que eu a abrace de conchinha, ao menos até pegar no sono. Cara, eu odeio dormir de conchinha, detesto aqueles fios soltos de cabelo pinicando meu nariz. Mas adoro o cheiro que ela tem na nuca e ficar colado naquela bunda. Não sei como resolver isso.
Gabito Nunes. 
 
Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentido, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista.
Charles Bukowski. 
 
Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas.
Clarissa Corrêa
 
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo…
Mário Quintana
 
Ela não é completamente normal. Nem anormal. Ela só é ela, com todos os seus cantos, esconderijos, degraus, pontes, abismos.
Clarissa Corrêa 
 
No vai e vem das pessoas ela permanece intocável, seus olhos me lembram os faróis dos carros que passam por ali, brilhantes, mas sua voz é doce como os pássaros que sempre cantam, seja no outono ou na primavera. Todos a amam, mas nem mesmo aqueles que a odeiam, a evitam, é impossível. Ela está nos olhos e ouvidos de quem a conhece, ela me lembra o melhor de Liverpool, mas nem mesmo está lá. Ela é doce e gentil como as tardes em Penny Lane.
Uma noite fria, para Bianca Prado.
 
Foram mais de um e menos de 1 bilhão de judeus. Aconteceu em genocídios. Parecido com covardia.
A humanidade testou e comprovou: É mais importante pagar a comanda da balada do que sobreviver.
Fumar é proibido tanto quanto a compaixão.
Há dezenas de cracolândias, mas o relevante é se preocupar com o terreno plano, perto do shopping center, cujo o lugar dará base pr’um condomínio de alto padrão. Babás são mais importantes do que uma atenção materna. Não esqueça de paga-las: uma para cada filho.
Pequena Miss Sunshine talvez seja um dos melhores filmes já feitos, mas todo mundo só se lembra de Titanic.
Forjaram outra ida a Lua, mas dessa vez foi ao Céu.
Seu próximo não o amará como ele ama a si mesmo.
Teus pais são sua casa.
Escute o que Renato dizia,
esqueça Hollywood,
ore pela África
Fajuto esse papo de controle mental e que daqui a pouco seremos, selecionados a dedo, apenas meio bilhão.
Regar as plantas, assistir a novela das seis e ler a coluna de fofoca é gratificante. Aprenda a sambar, afinal o samba é mais importante do que a educação. Não esqueça de esquecer que o prazer é uma ignorância.
.
.
.
O sarcasmo ajuda. Obs.: O sarcasmo não ajuda. Compre as mesmas lentes das quais os céticos usam. Enxergue o mundo, ainda há tempo. Oceanim
 

Então é isso? 245 mortos em um acidente onde sequer o lugar teve coragem de deixar eles saírem. Os 245 jovens, estavam comemorando e com razão, eles passaram na faculdade. Mas por causa de um sinaleiro, um incêndio se inicia. O óbvio que o lugar devia fazer era abrir todas as portas, organizar e acalmar as pessoas ali presentes e fazer com que elas saíssem do local o mais rápido possível. Mas acontece tudo o que não devia. Apenas uma porta se abriu, alguns garçons não estavam deixando os jovens saírem por não terem pagado a conta, e os seguranças estavam bloqueando a ÚNICA saída do lugar, em troca de dinheiro. Então na madrugada de (27) famílias de 245 (na maioria jovens) pessoas, perdem uma parte de suas vidas. Poderiam ser primos, irmãos, filhos, sobrinhos, amigos e ai? É assim mesmo que vai ficar? NINGUÉM além da família pode imaginar o tamanho do sofrimento delas, em meio à aquelas piadinhas maldosas de gente idiota, de pessoas que brincam com isso por fama, ainda temos aquelas que protestam e querem um país melhor do que essa merda atual que vivemos hoje. Então hoje, EU, um simples garoto de 15 anos, que nada mais pode fazer do que protestar nas redes sociais, simplesmente deseja que a família um dia volte a sorrir e que possa recomeçar uma nova vida. Não tenho sequer palavras pra descrever o quão fútil e hipócrita nosso país é, o quão as pessoas são problemáticas e loucas, ao ponte de quererem dinheiro em troca de salvar a vida de alguém. É besteira eu sei mas, a gente tem motivos para ter orgulho do nosso país, mas ai vem pessoas que simplesmente nem estão dando a mínima para o que acontece. ENTÃO CHEGA! Parem por um minutinho com as piadinhas, com os comentários maldosos, e apenas reflitam: “E SE FOSSE ALGUÉM QUE VOCÊ AMA?!”. Nada mais podemos fazer, do que rezar e pelo menos desejar a família, que eles um dia voltem a ser felizes. PALMAS BRASIL, TÁ DE PARABÉNS! SÃO PESSOAS ASSIM QUE VOCÊS CRIAM E EDUCAM? BRASIL NÃO É UM PAÍS DE TODOS, É UM PAÍS PARA POUCOS.

 

‎245 sonhos, 245 futuros, 245 vidas jogadas fora. E tem gente que ainda consegue fazer piada com isso. Não seria engraçado se fosse sua mãe, seu pai, seu irmão, ou seu melhor amigo. Não seria engraçado se você estivesse lá, fosse um bombeiro, ouvindo celulares tocando por todos os lados. Não seria engraçado se você, ainda como bombeiro, se abaixasse e pegasse um celular, e nele tivessem 104 chamadas da mãe. Não seria engraçado se você fosse a mãe, esperando acordada por um filho que nunca voltaria. Não seria engraçado se o seu “se divirta filho” virasse um “adeus, descanse em paz”. Ninguém precisa chorar, ficar de luto, mas respeito todos precisam ter. Meus sentimentos a cada família que está hoje com o coração partido.

 

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS.

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. Morri sufocado de tanta morte; como acordar de novo? O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. As palavras perderam o sentido.
Fabrício Carpinejar. 
 
theme by iemai